segunda-feira, dezembro 25, 2006

Misery for a dime

O domínio bipartido dos sinais da cidade entre os malabaristas e os deficientes e enfermos mantém-nos sempre a par da miséria alheia, ao mesmo tempo em que nos distancia dela, por obrigar-nos à criação de uma quase crosta, necessariamente grossa, que acaba por evitar que percamos todos os dias com as deploráveis (de tristes) imagens, gerando essa dicotomia de sentimentos paradoxais e absolutamente nenhuma conseqüência real.

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